O sistema de aterramento elétrico da sua instalação passa por manutenção regular? A resposta a essa pergunta define o nível real de proteção de trabalhadores, máquinas e ativos elétricos.
O aterramento elétrico é uma medida de segurança obrigatória em qualquer instalação elétrica, especialmente em ambientes industriais e redes de distribuição de energia.
Neste artigo, você vai entender o que é aterramento elétrico, quais normas técnicas regulam sua execução, como dimensionar condutores de proteção e por que a qualidade da conexão do terminal define a eficácia do sistema.
Acesse também o alicate de compressão a bateria AMP400FP, a ferramenta para crimpagem de terminais de aterramento tipo C em campo.
O que é aterramento elétrico?
O aterramento elétrico é um componente essencial de qualquer instalação elétrica. Ele cria um caminho de baixa impedância para o solo, pelo qual correntes de falta são dissipadas com segurança. Esse mecanismo protege pessoas, máquinas e o sistema elétrico.
A técnica conecta as partes metálicas não condutoras dos equipamentos ao solo. Esse caminho conduz correntes de falha e reduz o risco de choques elétricos.
Aterramento funcional
O aterramento funcional melhora a estabilidade e a qualidade da energia em sistemas industriais e comerciais. Portanto, ele é fundamental para o funcionamento correto dos equipamentos e para minimizar interferências eletromagnéticas que afetam outros dispositivos da instalação.
Aterramento de proteção
O aterramento de proteção preserva as pessoas contra choques elétricos. Ele conecta ao solo as carcaças metálicas de equipamentos e instalações elétricas. Assim, em caso de falha no isolamento, a corrente segue para o terra antes de alcançar o operador.
Aterramento temporário
O aterramento temporário é instalado durante intervenções em sistemas elétricos e obras provisórias. Equipes de manutenção de redes e subestações utilizam o aterramento temporário para desviar ao solo qualquer corrente de falta durante o trabalho.
A NR-10 e sua atualização de 2026 definem os procedimentos obrigatórios para essa etapa. A conexão segue uma sequência fixa: primeiro o ponto de terra, depois os condutores. Assim, a remoção ocorre na ordem inversa.
Em serviços de manutenção de linhas de distribuição, equipes de concessionárias e empreiteiras crimpam terminais de aterramento tipo C em cabos de até 185 mm² antes de qualquer intervenção nos condutores. Uma crimpagem fora da especificação eleva a resistência de contato e pode comprometer a atuação dos dispositivos de proteção em uma eventual energização acidental.
Para que serve o aterramento elétrico?
O aterramento elétrico desempenha funções essenciais na segurança e na eficiência de qualquer sistema elétrico. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2025 da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), o Brasil registrou 840 mortes por acidentes elétricos em 2024, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Os choques elétricos respondem por 759 dessas mortes, o maior número da série histórica da associação, com alta de 23% em relação a 2023. As redes de distribuição de energia estão entre os ambientes com mais ocorrências.
Assim, a Abracopel define o aterramento como parte central do kit de proteção das instalações elétricas, ao lado do disjuntor, do DR e do DPS.
Proteção contra descargas atmosféricas
O aterramento protege as instalações contra descargas atmosféricas. Então, o caminho para o solo dissipa a energia dos raios e reduz danos à estrutura e aos equipamentos conectados.
Prevenção de choques elétricos
Em caso de falha no isolamento, a corrente segue para o solo, fora do alcance das pessoas. Esse mecanismo é a primeira linha de defesa contra choques elétricos em ambientes industriais.
Estabilidade e equipotencialização do sistema
O aterramento mantém a tensão em níveis seguros e uniformes ao longo da instalação. Assim, em painéis de controle e ambientes com equipamentos sensíveis, a equipotencialização dos condutores de proteção elimina diferenças de potencial que causam interferências e danos.
Aterramento elétrico na indústria
O aterramento elétrico é, de fato, um componente crítico nas instalações industriais. O dimensionamento correto e a execução adequada são regulados por normas técnicas que definem os requisitos mínimos de proteção.
Normas regulamentadoras do aterramento industrial
A NBR 5419 orienta a proteção de estruturas contra descargas atmosféricas e define os requisitos do sistema de proteção contra raios (SPDA). Já a norma NBR 5410 estabelece os critérios de dimensionamento dos condutores de proteção (CP) em instalações de baixa tensão. Para instalações de média tensão, a NBR 14039 define os requisitos específicos de aterramento. Além disso, normas internacionais IEC são referências para projetos com padrão global.
Assim, seguir essas diretrizes garante conformidade legal e maximiza a segurança operacional.
Dimensionamento do condutor de proteção
A NBR 5410 define a seção mínima do condutor de proteção (CP) com base na seção do condutor de fase (S):
- Para condutores de fase com seção até 16 mm², o CP deve ter a mesma seção da fase.
- Para fases entre 16 mm² e 35 mm², o CP mínimo é de 16 mm².
- Para fases acima de 35 mm², o CP deve ter pelo menos metade da seção da fase.
O cobre é o material de referência para condutores de proteção. O uso de alumínio em CPs é restrito pela norma a seções iguais ou superiores a 16 mm² e apenas quando o condutor integra um cabo ou eletroduto. Então, qualquer dúvida no dimensionamento deve ser resolvida pelo engenheiro responsável pelo projeto elétrico.

Vantagens da utilização do sistema de aterramento nas instalações industriais
- Proteção contra descargas atmosféricas e choques elétricos;
- Aumento da vida útil dos equipamentos;
- Redução dos custos de manutenção e paradas inesperadas;
Como garantir um bom sistema de aterramento?
Para garantir um bom sistema de aterramento elétrico, a atuação cobre quatro frentes: medição da resistência do solo, seleção correta dos materiais, execução precisa da crimpagem dos terminais e manutenção periódica do sistema.
Verificação da resistência à terra
A primeira etapa é medir a resistência à terra. O teste determina a eficácia do solo para dissipar a corrente elétrica. O método mais utilizado é o de queda de potencial com três eletrodos. Valores elevados indicam solo de alta resistividade ou que necessita de tratamento. A medição exige equipamento específico e pode demandar ajustes no projeto para atender às normas
Escolha dos materiais adequados para o sistema
A eficácia do aterramento depende dos materiais. Condutores de terra precisam conduzir bem a eletricidade e resistir à corrosão ao longo do tempo. Cobre e aço galvanizado são os mais utilizados. A seção do condutor de proteção segue a tabela de dimensionamento da NBR 5410.
Crimpagem dos terminais de aterramento
A conexão do condutor ao eletrodo ou ao barramento de terra exige precisão mecânica. Em redes de distribuição de energia, concessionárias, terceirizadas e empreiteiras do setor elétrico utilizam terminais do tipo C para finalizar essa conexão. A qualidade da crimpagem define a resistência de contato no ponto de terra. Uma conexão mal executada eleva a impedância do caminho de falta e compromete a atuação dos dispositivos de proteção.
O alicate de compressão a bateria AMP400FP executa a crimpagem de terminais tipo C em condutores de 16 a 400 mm², com força de 120 kN. O cabeçote com rotação de 350° facilita o acesso em ambientes de campo com espaço restrito. O motor brushless garante maior durabilidade e menos paradas para manutenção. Além disso, o pistão tem retorno automático após cada ciclo, com tempo de compressão de 5 a 8 segundos.
Com bateria de 18V intercambiável com a linha Makita®, o AMP400FP entrega até 120 compressões por carga em cabos de 150 mm² (cobre). O kit inclui 12 pares de matrizes hexagonais para seções de 16 a 400 mm², cobrindo toda a faixa de condutores de proteção dimensionados pela NBR 5410.
Manutenção periódica do sistema
A manutenção periódica mantém o sistema de aterramento operacional. As inspeções verificam a integridade física de todos os componentes e repetem a medição de resistência à terra. Conexões soltas ou corroídas comprometem o sistema e precisam de correção imediata. O prazo de inspeção deve seguir o plano de manutenção preventiva da instalação e os requisitos da NR-10.
Aterramento elétrico e a segurança da sua instalação
O aterramento elétrico é um dos pilares da segurança em instalações industriais. De fato, um sistema bem projetado, com condutores dimensionados pela NBR 5410, terminais crimpados com a ferramenta correta e manutenção periódica, protege trabalhadores, reduz falhas e mantém a continuidade operacional.
Portanto, os dados da Abracopel reforçam a urgência: 840 mortes por acidentes elétricos em 2024 evidenciam que as falhas de instalação e manutenção têm consequências reais. A Amperi oferece ferramentas para equipes de manutenção elétrica em redes de distribuição. Fale com nossa equipe técnica.


