A concessionária de energia é a empresa ou companhia responsável pela transmissão e distribuição de energia elétrica, abastecendo casas, prédios, espaços públicos e privados, comércios e indústrias.
A última atualização pública mostrou, em 2022, que o Brasil contava com 156 concessionárias de transmissão e 131 concessionárias, permissionárias e cooperativas de distribuição de energia elétrica. São essas estruturas que geram luz, movimento, realização, produção, inovação e avanço.
Para atender às crescentes demandas da sociedade, as concessionárias enfrentam desafios diários relacionados à busca por equipamentos e produtos elétricos que sejam certificados, resistentes e eficazes. Neste artigo, discutiremos os principais desafios das concessionárias e as soluções para assegurar a qualidade e eficiência no setor elétrico.
Setor elétrico brasileiro: como funciona?
O sistema de energia elétrica no Brasil é estruturado em quatro principais etapas: geração, transmissão, distribuição e comercialização. Cada etapa desempenha um papel essencial para garantir que a energia chegue aos consumidores finais.
- Geração de energia: produz energia elétrica a partir de diferentes fontes, como hidrelétrica, solar, eólica e termoelétrica, injetando-a nos sistemas de transporte;
- Transmissão de energia: responsável por transportar grandes volumes de energia das usinas até as distribuidoras;
- Distribuição de energia: as empresas distribuidoras entregam a energia aos consumidores finais;
- Comercialização de energia: empresas comercializadoras negociam contratos para revenda de energia no mercado livre.
A energia hidrelétrica se mantém como a principal fonte do país, responsável por 56,1% da geração de eletricidade em 2024, segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), lançado em 2025. Além disso, eólica, solar, biomassa e gás natural completam a matriz, o que amplia a diversificação e a segurança do fornecimento.
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Qualidade da distribuição de energia elétrica no Brasil
A ANEEL é o órgão que acompanha a qualidade do fornecimento de energia elétrica por meio dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Tais dados são publicados todo mês no Portal de Dados Abertos da agência, com um limite de continuidade fixo para cada distribuidora.
Quando uma concessionária ultrapassa esse limite, automaticamente, o consumidor afetado recebe a compensação na fatura. Por isso, equipamentos confiáveis e manutenção preventiva em dia fazem toda a diferença para manter a operação dentro da expectativa de distribuição contínua.
Concessionárias de energia: principais desafios
Embora os avanços sejam notáveis, as concessionárias enfrentam dificuldades que impactam a eficiência do sistema, especialmente quando não dispõem de equipamentos de qualidade ou quando a manutenção é inadequada. Entre os desafios mais recorrentes estão:
Pontos de aquecimento
Uma conexão crimpada de forma inadequada aumenta a resistência elétrica no ponto de contato, o que gera aquecimento. Se não for identificado a tempo, esse aquecimento pode comprometer a operação, causar acidentes de trabalho e colocar vidas em risco.
Instrumentos como alicates amperímetros e equipamentos de crimpagem precisos, ajudam tanto a identificar falhas de funcionamento nas instalações e a evitar o desgaste prematuro que a falta de manutenção preventiva recorrente pode causar.
Câmeras termográficas industriais, como a AMP320TP, identificam esses pontos de aquecimento sem contato físico com o equipamento energizado, dentro da proposta de monitoramento térmico inteligente da Amperi. A câmera captura a temperatura de terminais, barramentos e conexões em tempo real, o que antecipa a identificação de sobrecargas antes de uma falha ou parada não programada.
Alicates amperímetros também são essenciais para evitar pontos de aquecimento, pois verificam corrente e tensão, e testam a resistência e a continuidade, impedindo problemas elétricos que causem danos à operação. Alguns alicates ainda realizam os testes em corrente contínua e alternada, garantindo mais segurança às instalações.
A manutenção preventiva e o uso de componentes de qualidade são essenciais para evitar falhas e garantir a segurança operacional.
Métodos de crimpagem obsoletos
A crimpagem manual ou com ferramentas desatualizadas é outro problema comum. Métodos que dependem exclusivamente da força e do olhar do operador são subjetivos e menos confiáveis. Investir em tecnologias modernas de crimpagem ajuda a garantir conexões seguras e padronizadas.
O alicate de compressão a bateria AMP400FP resolve esse problema ao aplicar 120 kN de força de compressão de forma padronizada, sem depender da força manual do operador, em condutores de 16 a 400 mm². O equipamento também crimpa terminais de aterramento tipo C durante intervenções de manutenção em redes de distribuição, etapa recorrente na rotina das concessionárias.
Os cortes de cabos também podem prejudicar as conexões se o acabamento estiver irregular. Por isso, investir em alicates de corte a bateria robustos, que funcionam com segurança e cortam com precisão é a solução ideal para quem lidera equipes e precisa de confiabilidade na escolha das ferramentas.
Soluções para o setor elétrico
As concessionárias podem superar esses desafios adotando equipamentos certificados, que atendam às principais normas de segurança, como NBR-5410, NR-10 e NR-12. Ferramentas de precisão, termovisores e medidores de isolamento modernos são exemplos de soluções que podem prevenir falhas, otimizar processos e aumentar a eficiência das operações.
O setor elétrico brasileiro desempenha um papel estratégico no desenvolvimento do país. Para que a cadeia de geração, transmissão e distribuição de energia continue avançando, é imprescindível que as concessionárias contem com equipamentos e práticas que garantam segurança, eficiência e confiabilidade.
Além das ferramentas e equipamentos, a manutenção preventiva recorrente é fundamental para reduzir o desgaste dos equipamentos, evitar paradas inesperadas e assegurar a continuidade do fornecimento de energia. Assim, com medidas adequadas, o setor terá condições de melhorar ainda mais sua performance, atendendo à sociedade com qualidade, segurança e inovação.

